Essa metáfora da caverna de Platão, eu acho incrível.

Mostra as pessoas aprisionadas, que estão acostumadas com as sombras que elas nem sabem que foram criadas por outras pessoas, mas que as entretem no dia a dia. Para quem sempre viveu aprisionada, não consegue imaginar algo muito diferente disso. Muitas vezes, nos tornamos prisioneiros por nossas próprias crenças, ora impostas por outros, ora por nós mesmos. Mas para sermos prisioneiros, com toda a informação que temos hoje em dia, precisamos ser alienados e preguiçosos, não é mesmo?

Mais esperto do que isso, são as pessoas que controlam as sombras. Que no momento onde as pessoas estão cansadas das mesmas sombras e, antes que possam questionar mais, elas colocam a roda para girar e “trocam”as sombras, para termos coisas “novas” para nos preocuparmos. Isso funciona muito bem na: política, governo, educação religiosa e até mesmo pelos próprios pais.

Agora, aquele que se liberta das correntes e que decide desbravar a caverna, é taxado como louco, por não pensar como o “rebanho” (“a voz de Deus é a voz do povo”, nunca fez tanto sentido). Mesmo assim ela vai desbravando, desenvolvendo uma musculatura nova e mais forte, até chegar na saída.

A saída, representa a força de vontade e o pensamento que não é de uma pessoa alienada. Representa a saída da zona de conforto e o raciocínio lógico e crítico em busca da luz (sabedoria).

Agora, quando alguém sai da caverna pela primeira vez, ainda não está acostumado com a luz e sofre no início. Mas quando se pode avistar a paisagem, a floresta, o sol, as árvores, as cores… é tudo muito novo e maravilhoso. Se você pensar bem, uma vez que viu tudo aquilo, não tem como “desver”. O que você faria? Iria embora ou tentaria salvar a humanidade que está lá presa?

Se você é um ser humano decente e nada egoísta, tentaria salvar a humanidade.

Mas o que aconteceria se você tentasse entrar novamente na caverna? Provavelmente ficaria cego pela escuridão, rolaria caverna a baixo e chegaria todo machucado e desnorteado mais uma vez, de onde saiu. Imagine-se dizendo que existe um mundo totalmente diferente lá fora, para que todos o sigam. As pessoas, sem conhecimento nenhum sobre nada, vendo você todo machucado e desnorteado, dizendo que é uma coisa boa, talvez ririam da sua cara. rs

Percebe como até o conhecimento, deve ser passado para algumas poucas pessoas que estejam prontas?

Agora um bom mestre, ajudaria cada um na sua jornada, passo a passo. Criaria uma bela corrente de pessoas, da saída até as correntes, para que aos poucos, recebem a ajuda necessária. Isso sim seria o papel de um grande mestre, ou nos tempos atuais, o papel de um político, governo ou líder decente. Alguém que ajuda na caminhada individual. Alguém que ajudasse na expansão da consciência do rebanho, para um mundo melhor.

Agora, gostaria de saber sua opinião sobre esse mito. O que você tira de lição disso tudo? Me conta mais!

 

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